- O que significa o termo PERSEVERA?
Quando chegou na hora de dar um nome para a banda, a primeira coisa que me veio na cabeça foi Iced Hell, uma homenagem as bandas que mais gosto: Iced Earth e Helloween. Mas achei que iria soar como clichê. Gostaria de algum nome com algum significado real. Então veio Persevera, de perseverança, nunca desistir e sempre seguir em frente.
- O som de vocês é de difícil identificação. Como vocês se enxergam: Metal seria um termo limitante?
Quando me perguntam qual é o nosso estilo, eu falo que é Heavy Metal. Mas certamente possui algumas influências de outros gêneros como Doom e Thrash.
- “Genesis” é um álbum magnífico, mas demorei pra entender ele. Os fãs têm falado algo similar para vocês neste sentido?
No geral, as opiniões sobre o álbum são bastante positivas. No entanto, por se tratar de um trabalho extenso, com 13 faixas e mais de uma hora de duração, ele exige um nível maior de atenção e dedicação para ser plenamente apreciado, especialmente em um cenário dominado por singles e plataformas de streaming.
- Por qual razão optaram pelo inglês? Achei um pouco estranha esta escolha, sabendo que os brasileiros vão consumir muito este trabalho.
Quando iniciamos a banda, sabíamos que, inevitavelmente, seguiríamos o caminho das plataformas digitais, como o Spotify. Optar por compor em inglês torna nossa música mais acessível a um público global, ampliando significativamente a divulgação da banda. Além disso, como cresci ouvindo principalmente bandas de metal com músicas em inglês, essa escolha acabou sendo quase natural para nós.
- Algumas passagens de música progressiva me chamaram a atenção. Vocês pesquisaram sobre este nicho específico, para inserirem no material de vocês?
Na verdade, não. A criação das nossas músicas aconteceu de forma espontânea. Cada integrante trouxe suas características pessoais e influências, sem a intenção de enquadrar nosso som em um rótulo específico.
- “Genesis” saiu tem algum tempo, então como vem sendo a aceitação dele na imprensa e junto ao público?
De maneira geral, a aceitação tem sido muito positiva, tanto pelas músicas quanto pela qualidade do material. Tivemos o cuidado de criar algo realmente bem feito, desde as artes dos singles até a capa do álbum e o encarte. Sou do tipo que, no passado, comprava CDs e os ouvia acompanhando as letras no encarte, e acredito que um produto de qualidade acima da média torna a experiência de ouvir o álbum ainda mais prazerosa.
- “Iced Hell” e “My Curse” são as que mais gostei, mas imagino que não seja senso comum. Quais o público tem abraçado mais nos shows?
Ainda não realizamos shows. Quando iniciamos a banda, já tínhamos material suficiente para dois álbuns, e, no momento, estamos finalizando as gravações do segundo. No entanto, "Iced Hell" tem se destacado como uma das músicas mais elogiadas do nosso álbum. Curiosamente, foi a nossa primeira composição, com riffs que criei há mais de quinze anos.
- Como se deu o processo de composição e produção deste segundo álbum?
O processo de composição e produção deste segundo álbum foi bastante semelhante ao de Genesis. Quando começamos a banda, eu já tinha cerca de 25 músicas compostas, com as linhas de guitarra prontas. Após encontrar os parceiros para o projeto, passei a trabalhar nas letras também. Com o tempo, a química entre os membros da banda evoluiu, o que contribuiu significativamente para os detalhes e refinamentos das músicas. Durante a gravação, tivemos ainda a entrada de dois amigos de longa data como membros oficiais da banda: os guitarristas Zilds e Jésus, que também trouxeram ideias e contribuíram criativamente para o álbum.
- Um novo álbum já está nos planos? Esperamos imensamente que sim...
Ainda estamos finalizando as gravações do segundo álbum, mas não vejo a hora de voltar a compor. Minha ideia é que o terceiro álbum seja conceitual; até tenho um tema em mente, mas nada definitivo ainda.
- O que vocês podem nos falar sobre a faixa “Selling my Soul”, lançada recentemente nas plataformas de streaming?
A ideia de gravar o cover do Black Sabbath surgiu como uma forma de apresentar o novo membro da banda, Luiz Fernando Jésus. A escolha da música foi pessoal dele, e acreditamos que se encaixou perfeitamente. Todos na banda somos grandes fãs do Sabbath. No futuro, lançaremos um videoclipe para esse cover.
- Algo ficou a ser dito? Obrigado pelo tempo ao Sub Discos Blog...
Gostaria de agradecer a oportunidade e que fiquem atentos, teremos bastante material novo pela frente. Obrigado!
Comentários
Postar um comentário